Editorial - Quem semeia vento, colhe tempestade
- O Jornal

- 27 de ago. de 2021
- 2 min de leitura
As perspectivas econômicas e sociais do Brasil para 2022 não são nada promissoras. O que significa dias difíceis para as famílias e para as empresas. Como a corda sempre arrebenta do lado mais fraco os mais pobres é que pagarão o pato.
Já há um consenso entre os economistas de que as coisas podem piorar muito se alguns problemas graves não forem resolvidos.
Teremos problemas orçamentários na União, nos Estados e Municípios, sendo esses últimos que mais sofrerão com falta de investimentos.
Para 2022 já estão prevendo um crescimento do PIB na casa de 2%! Uma tempestade perfeita está somando dólar alto, inflação na casa de 9% sendo a de alimentos em torno de 20%, 14 milhões de desempregados, juros subindo, crise hídrica com aumento da energia elétrica, preços da gasolina e do diesel fora de controle, tudo isso somado a uma pandemia que já matou mais de 570 mil brasileiros.
O mais preocupante é a queda de consumo das famílias e a deterioração das contas públicas. Além dessas graves consequências na vida do país, temos uma crise institucional entre Governo Federal e STF.
Na Câmara dos Deputados existem projetos essenciais nas gavetas e quando saem não andam ou uma CPI da Saúde no Senado que trava tudo e pode não dar em nada.
Já antecipamos as eleições e estamos discutindo com Bolsonaro e Lula. Ou quem coloca mais gente na rua no dia 7 de setembro.
Somos um país, que por falta de um projeto de país moderno, inserido no primeiro mundo, ficamos discutindo pessoas e medidas cosméticas.
Estamos virando um país do salve-se quem puder onde uma pequena parcela da população sempre se dá bem.
O dia em que diminuímos bastante o tamanho do governo, incluindo aí o número de senadores, deputados federais e estaduais, e também vereadores, e mudarmos a forma de governo para parlamentarismo; aí sim, teremos um debate sadio e progressista.
O resto é um festival de faltas: falta habilidade política, falta educação, falta profissionalismo, falta estrategista, falta estadista, e acima de tudo falta muita vergonha na cara.
A próxima geração vai sobreviver a nossa incompetência?




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