Somente o voto pode mudar tudo
- O Jornal

- 20 de set. de 2021
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Nós brasileiros, estamos acostumados a não dar muita importância aos partidos políticos e a personalizar tudo. Por isso é que o debate de ideias é fraco e a destruição do adversário é forte. Também estamos acostumados a cada quatro anos, quando renovamos a câmara dos deputados, elegemos nosso presidente, governadores, os deputados estaduais e 1/3 do senado federal, a assistir pequenas mudanças nas regras eleitorais para que os mesmos não saiam nunca do poder.
A situação estará sempre controlada pelos mesmos. Nos palácios e nas assembleias foi criado um mundo à parte, que não escuta os gritos das ruas e nem abre mão de privilégios dos tempos coloniais. A reação que tem crescido nos últimos tempos é a pior possível: Não voto em ninguém! Não vai mudar nada mesmo! 33% dos votos no último 2º turno presidencial foram jogados fora. Nada mais, nada menos que 37,2 milhões de eleitores brasileiros não votaram, votaram em branco ou anularam seus votos. Não é revolta, é lavar as mãos. Não se acredita mais na democracia representativa. Os políticos em geral são tratados como bandidos, ladrões, mentirosos e oportunistas. Só que são eleitos pelo voto daqueles que criticam. E votam quase sempre nos mesmos. Ainda há muita gente no Brasil que vende seu voto, e todos sabem da terrível pressão exercida pelas máquinas municipais, estaduais e federal para que tudo continue igual. Em um regime democrático, a única forma de mudar o dia a dia, é trocar o político. Fazer renovação. Levantar bandeira contra a reeleição em todos os níveis, acabar com 2ºs turnos e diminuir o nº de políticos e suas mordomias. O voto e não o reclamar pelos cantos é a grande arma. Os orçamentos governamentais no Brasil estão entre os melhores do mundo, mas são apropriados por uma minoria de privilegiados e reféns de negociatas. O Brasil seria outro se houvesse renovação política e as prioridades na gestão pública fossem outras. Quando um político, um ministro ou um secretário diz que a situação está sob controle, desconfie, está sob controle dele. A partir de agora assistiremos a um grande desfile de candidatos de todas as cores passando por nossas cidades e já preparando terreno para 02 de outubro de 2022. Gente que nunca apareceu vai aparecer e gente que nunca fez vai dizer que vai fazer. Não caia nessa! As armas são a informação, a comparação e a escolha em quem o eleitor poderá vigiar. Não desista da democracia e vote sempre, caso contrário as coisas podem ficar piores".




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